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Instituto de Criminalística emitiu mais de 180 laudos periciais em equipamentos eletrônicos usados em crimes

De janeiro a junho deste ano, o laboratório de informática forense do Instituto de Criminalística Lorena dos Santos Baptista (ICB-LSB), do Departamento de Polícia Técnico-Científica do Amazonas (DPTC), emitiu mais de 180 laudos de perícias realizadas em equipamentos eletrônicos usados em ações criminosas. As análises envolveram arquivos contidos em celulares, notebooks, computadores e tablets, entre outros dispositivos, e visavam a coleta de materialidade para a identificação de autoria de delitos.

Realizar checagens de todos os tipos de arquivos encontrados em aparelhos eletrônicos é uma das tarefas do laboratório, cujos laudos são feitos a partir de solicitações de investigações policiais.

Até mesmo nos casos em que um suspeito apague e destrua provas presentes nos meios eletrônicos, como fotos ou vídeos, por exemplo, o trabalho pericial desempenhado pelos profissionais do IC pode recuperar os arquivos.

Para realizar este processo com êxito, são utilizados leitores de HDs, cartões de memória, programas e aparelhos de leitura, recuperação e processamento de dados de computadores e dispositivos portáteis.

“A demanda é muito grande, visto que o Amazonas tem uma média de quatro celulares por pessoa e que o setor de informática forense atende todas as delegacias da capital e do interior”, destacou o perito Erley Soares.

O laboratório também recebe demandas de outros órgãos e instituições, como a Polícia Civil, o Ministério Público, Forças Armadas, Polícia Militar do Amazonas e o Poder Judiciário.

De acordo com o Erley, a perícia nos equipamentos eletrônicos pode ajudar a elucidar crimes de diversas naturezas, não apenas os praticados pela internet. “Em ordem de demanda são tráfico de entorpecentes, crimes contra a dignidade sexual, homicídios, estelionatos, entre outros”, disse o perito.

Crimes cibernéticos 

Em casos de crimes cometidos através da internet, é importante que as vítimas não apaguem arquivos, documentos, conversas em aplicativos de mensagens e prints de telas. Todo esse material é prova e ajuda a polícia a identificar os suspeitos. As provas são anexadas aos processos de investigação e podem ser determinantes para responsabilizar penalmente os criminosos.

As vítimas de crimes cibernéticos devem realizar o registro do Boletim de Ocorrência (BO) por meio do endereço eletrônico da Delegacia Virtual, no endereço www.delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal, ou formalizar Boletim pessoalmente na sede da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos, que fica no prédio da Delegacia-Geral, na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus.

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