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Homem é detido dentro das dependências do IML suspeito de aliciar clientes para funerária

Na noite desta sexta-feira (21/03), funcionários do Instituto Médico Legal (IML) acionaram a polícia após identificarem a presença de um homem abordando familiares e oferecendo serviços funerários dentro das dependências do instituto. Jhonata Gurgel dos Santos, 26, foi conduzido ao 6º Departamento Integrado de Polícia (DIP), na zona norte, onde foi realizado um Termo Circunstanciado de Polícia (TCO), e vai responder pelo crime de concorrência desleal.


Também foi identificado que o denunciado estava em posse de um veículo Volkswagen Space Fox preto, usando uma sirene giroflex vermelho de uso restrito da polícia.


Segundo a diretora do IML, Sanmya Leite, os funcionário perceberam que o homem estava dentro das dependências do Instituto oferecendo servidos funerários, aproveitando-se da fragilidade emocional de familiares que aguardam liberação de mortos. O assédio dentro das dependências do órgão não é permitido e a prática tem sido cada vez mais combatida.


“O caso de ontem não foi o primeiro, semana passada mesmo, dois outros homens foram denunciados pelo mesmo motivo. Nós pedimos aos donos de funerárias que não mandem mais funcionários para frente do IML. Isso é crime. Deve-se respeitar o momento de fragilidade das pessoas”, enfatizou a diretora.


O assédio de agentes funerários é classificado como crime de concorrência desleal, previsto na lei nº 9.279, de 14 de Maio de 1996.


Também vale salientar que é crime efetuar, acobertar ou remunerar o agenciamento de funerais e de cadáveres, bem como manter plantão ou oferecer serviços em hospitais, prontos-socorros, postos e casas de saúde, clínicas, institutos médicos legais e afins, descritos no art. 83 da lei n º 1.273 de 20 de Agosto de 2008.


O diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica do Amazonas (DPTC-AM), Lin Hung Cha, pede aos familiares que se sentirem constrangidos ao serem abordados por estes agentes funerários, dentro das dependências do IML, que denunciem.


“Qualquer cidadão que se sinta constrangido com este tipo de assédio deve denunciar. Eles já estão passando por um momento de fragilidade, não é correto serem usados por quem deseja tirar vantagens”, disse Lin.


Em fevereiro de 2019, a Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon) deflagrou a operação denominada “caça defunto” e prendeu um trio por comércio ilegal. A operação teve como objetivo coibir o aliciamento de familiares das pessoas que morrem dentro de hospitais ou que estão no IML e se tornam alvos destes tipos aliciadores.


Segundo o titular da especializada, Eduardo Paixão, os proprietários das funerárias que não se adequarem serão notificados e multados, em casos de flagrante.


A ação realizada na noite de sexta-feira contou com o apoio do Delegado Rafael Wagner Soares e de toda equipe do 6º Dip. 

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